“O SNS precisa de mudar”. Quem o garante é Nigel Crisp, membro independente da House of Lords no Reino Unido que trabalha principalmente no desenvolvimento internacional e saúde global. Este especialista vai participar no encerramento do XXI Congresso Nacional de Medicina Interna, numa conferência intitulada “Que futuro para a saúde em Portugal?”.
Nigel Crisp aponta um caminho de mudança e explica porquê. “Tive o privilégio de presidir à Comissão Gulbenkian sobre o Futuro da Saúde em Portugal, o que me proporcionou maior conhecimento sobre os pontos fortes do sistema, a experiência dos médicos portugueses e outros profissionais de saúde, bem como valor que os portugueses dão ao seu SNS. Olhando para o futuro, muito mais precisa de ser feito no que toca à promoção da saúde e do envelhecimento saudável. Isto irá exigir uma ação concertada por parte de todos os setores da sociedade: empregadores, educação, municípios e, claro, os próprios cidadãos e os profissionais de saúde. O SNS precisa de mudar para poder garantir o acesso ao aconselhamento e serviços de saúde nos domicílios e comunidades, bem como nos hospitais e centros especializados”.
Neste último dia de congresso haverá ainda espaço para debater o problema do doente urgente e do acesso às urgências, os centros de referência, a insuficiência cardíaca, a colocação de pace-makers e a importância da comunicação médico-doente.
“Os Elos da Medicina Interna” foi o tema escolhido para este congresso. A ideia dos elos remete posição nuclear no hospital que a Medicina Interna ocupa enquanto especialidade que coordena e articula a intervenção das outras, a sua capacidade de agregar outras áreas do saber, lembrando também a importância de reforçar os elos com parceiros como as associações de doentes, os clínicos gerais e a academia.

















