Um novo projeto desenvolvido pela NOVA Medical School Scientific Services, com apoio da GSK, alerta para o impacto dos atrasos no diagnóstico e tratamento dos cancros do ovário e do endométrio em Portugal, defendendo uma mudança estrutural no modelo de cuidados oncológicos.
O projeto OncoGyn PT revela que o prognóstico dos doentes continua a ser fortemente condicionado por atrasos evitáveis no acesso a diagnóstico e terapêutica, propondo uma transição de um sistema reativo para um modelo de valor em saúde, mais eficiente e centrado no doente.
A nível global, os cancros do ovário e do endométrio representam mais de 1,4 milhões de novos casos e cerca de 680 mil mortes por ano, o que reforça a necessidade de respostas mais rápidas e coordenadas nos sistemas de saúde.
O trabalho agora apresentado resulta de uma revisão sistemática e de contributos de especialistas, investigadores e entidades do setor, culminando num conjunto de recomendações estratégicas para melhorar o percurso do doente em Portugal. O objetivo é garantir que o prognóstico deixe de depender do “código postal” e passe a assentar em padrões de qualidade uniformes a nível nacional.
O documento esteve na base de um encontro que reuniu clínicos, decisores políticos, associações de doentes e investigadores, onde foram discutidas propostas para reforçar a articulação entre diagnóstico, investigação e prestação de cuidados.
Entre os temas em destaque esteve a apresentação do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, bem como a análise das principais falhas no diagnóstico precoce e dos pontos críticos no percurso do doente com cancro ginecológico.
As sessões incluíram ainda debates sobre o papel da investigação e dos dados na melhoria dos cuidados, e sobre a necessidade de transformar o modelo de resposta em oncologia ginecológica em Portugal, através de uma maior coordenação entre autoridades de saúde, profissionais e sociedade civil.
O projeto sublinha que a melhoria dos resultados clínicos depende não apenas de inovação médica, mas também de sistemas de saúde mais ágeis, integrados e orientados para o tempo de resposta ao doente.

















