A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e a AstraZeneca Portugal criam o PORTHOS LAB, uma iniciativa que pretende impulsionar e apoiar a investigação nacional na área cardiovascular. Este modelo assenta na oportunidade de condução de análises dos dados obtidos no estudo PORTHOS, que vão para além do que foi previamente especificado no respetivo protocolo do estudo.
O PORTHOS LAB surge como prolongamento natural do estudo PORTHOS, o maior estudo alguma vez realizado em Portugal sobre a prevalência da insuficiência cardíaca, e pretende garantir que o conhecimento gerado se traduz em avanços científicos com impacto real na vida dos doentes.
A iniciativa abre caminho a projetos de investigação inovadores em áreas como a doença miocárdica, amiloidose, insuficiência cardíaca, doenças valvulares, doença cardíaca isquémica, arritmias, fibrilhação auricular, hipertensão pulmonar, inteligência artificial, imagiologia, epidemiologia e farmacoeconomia.
Os investigadores cujos projetos sejam selecionados receberão apoio metodológico e de análise estatística, bem como acompanhamento científico por peritos nas áreas de investigação. Para além disso, poderão requerer apoio para custos de publicação.
Para Cristina Gavina, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, “o PORTHOS LAB é um marco na investigação cardiovascular em Portugal. Queremos criar um ecossistema onde os dados do estudo PORTHOS se transformem em ciência aplicada, ajudando a melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças cardiovasculares em Portugal.”
Hugo Martinho, Medical & Regulatory Affairs Director da AstraZeneca Portugal sublinha: “acreditamos e apostamos no potencial da colaboração entre indústria farmacêutica de investigação e o ecosistema científico para acelerar a inovação. O PORTHOS LAB vai permitir mobilizar talento, investigadores e médicos para o desenvolvimento de projetos de referência, com impacto na produção científica e melhoria dos cuidados de saúde, em Portugal.”
A primeira fase de candidaturas ao PORTHOS LAB decorre até 24 de maio de 2026, sendo dirigida a sócios da SPC com experiência comprovada em investigação clínica. O processo de avaliação terá duas fases: uma apreciação científica inicial e um pitch dos melhores projetos, conduzido por um júri que integra representantes das comissões executiva e científica do estudo PORTHOS.

















