A Aquarius, no âmbito do seu compromisso para com a formação continuada, celebrou a III Jornada Aquarius Ibérica e VIII Espanhola de Formação em Gastrenterologia na qual participaram já mais de um milhar de Médicos Internos de Gastrenterologia, Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar de hospitais aniversários de Espanha e Portugal.
O evento, levado a cabo em Guimarães (Portugal) foi dirigido pelo Professor Enrique Rey Díaz-Rubio, Professor Titular de Medicina. Chefe do Serviço do Sistema Digestivo do Hospital Clínico Universitário de San Carlos em Madrid da Universidade Complutense de Madrid e contou com a presença de prestigiados especialistas nacionais e internacionais.
A Jornada dirigida a Médicos Internos Residentes que estão a fazer especialização em Gastroenterologia, Medicina interna, Medicina Geral e Familiar e Pediatria , com mais esta edição, conta já com a participação de mais de 1.000 médicos internos de Gastrenterologia, Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar.
Uma das temáticas abordadas foi a relação da alimentação e saúde, na qual o Prof. Javier Aranceta, Professor Associado de Nutrição Comunitária da Universidade de Navarra e Presidente do Comité Científico da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária (SENC) alertou que “nos dias de hoje ainda existe um grande desconhecimento da população em relação ao que comemos e o gasto de energia que levamos a cabo”.
Na sua intervenção, o Prof. Aranceta explica que “o balanço energético, alimentar, nutricional, emocional e o estado de hidratação são os novos conceitos a integrar na nova Pirâmide Alimentar. Esta pode representar uma nova ferramenta de promoção de saúde para a população em todas as etapas da vida”. Neste sentido, “a hidratação é um dos fatores mais importantes do estado nutricional. A oferta atual facilita a decisão autónoma e fomenta a responsabilidade do consumidor. Existe a opção de consumir água, bebidas com ou sem açúcar, sem calorias e diferentes sabores, com sais minerais, sem cafeína, etc. O equilibro é também possível em pessoas que necessitam de gerir o seu peso, controlar o nível de glicemia e lípidos sanguíneos”, adianta o Prof. Aranceta.
Outro dos temas abordados na Jornada foi a atual gestão da DRGE. Segundo o Dr. José Berkeley Cotter, Chefe do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar do Alto Ave em Guimarães, “o DRGE pode ocasionar, alem dos sintomas típicos de pirose e/ou regurgitação, lesões do esófago ou de órgãos contíguos do sistema aerodigestivo superior e ocasionalmente do trato respiratório inferior.”. “A história natural da DRGE é caracterizada pela flutuação de sintomas e pela sua cronicidade.
O desequilíbrio entre os fatores protetores e os fatores agressivos de refluxo, desencadeiam a sintomatologia.”, acrescenta o Dr. Cotter. Em relação às soluções que podem ser disponibilizadas aos doentes o Dr. Cotter explica que “o tratamento, muito eficaz, passa por aliviar os sintomas, cicatrizar as lesões, manter a remissão e prevenir as complicações. Para isso devem ser adotadas medidas higienodieteticas e tratamento medico”.



















