Três em cada dez residentes de Macau sofrem de excesso de peso ou de obesidade, um cenário mais grave nos homens, segundo as conclusões de um inquérito dos Serviços de Saúde divulgadas hoje.
À luz dos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), as taxas de excesso de peso e de obesidade em Macau eram em 2016, respetivamente, de 25,5% e 5,1%, com os homens a serem os mais afetados, de acordo com o inquérito sobre a saúde em Macau.
Os dados apresentados hoje em conferência de imprensa não continham valores comparativos para todos os indicadores. Não obstante, os Serviços de Saúde sinalizaram um ligeiro aumento do excesso de peso ou obesidade face ao estudo anterior, de há uma década, ainda que sem concretizar.
A incidência da diabetes foi de 7,1%, uma taxa que os Serviços de Saúde adiantaram ser inferior à média global, embora sem fornecer informações detalhadas sobre a evolução da doença na última década na Região Administrativa Especial chinesa.
Já a prevalência da hipertensão desceu de 28,8% em 2006 para 25,5% em 2016, indicou o coordenador do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde, Lam Chong, após a apresentação dos resultados do inquérito, levado a cabo junto de uma amostra de 2.802 residentes de Macau (1.212 homens e 1.590 mulheres) com idade igual ou superior a 18 anos.
A hipertensão também afeta mais os homens do que as mulheres (28,8% contra 22,6%), com a prevalência a aumentar com o avançar da idade. A título de exemplo, mais de metade dos entrevistados entre os 60 e 74 anos sofria de hipertensão, de acordo com o inquérito, conduzido entre abril e julho de 2016.
Em paralelo, em quase quatro em cada dez inquiridos (38,4%) foi identificado um consumo excessivo de sal, com 10% a consumirem mais do dobro do limite máximo, que é de cinco gramas por dia para um adulto à luz da recomendação da OMS.
O estudo nota ainda que mais de um terço dos residentes (34,7%) consumia demasiada carne vermelha e que 40,9% ingeria menos de 400 gramas de legumes e frutas por dia – a dose mínima recomendada pela OMS.
“De um modo geral, os indivíduos do sexo masculino e os jovens consomem menos legumes e frutas e mais carne do que os do sexo feminino e com mais idade”, detalhou Lam Chong, dando ainda conta de uma baixa taxa de atividade física na ordem dos 23,5%.
Segundo os Serviços de Saúde, o consumo diário de álcool também diminuiu comparativamente há uma década. Um cenário idêntico verificou-se na taxa de tabagismo que correspondeu a 16,6% em 2016 – contra 23,1% em 2006 –, sendo bastante mais elevada entre os homens.
A taxa de infeção crónica pelo vírus da hepatite B foi de 7,6%, de acordo com o inquérito, traduzindo uma diminuição particularmente na faixa entre os 18 e 39 anos como reflexo do programa de vacinação contra a hepatite B implementado desde 1989, destacou o coordenador do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde.


















