O número de mortos provocado pelo surto de ‘legionella’ em Lisboa subiu para quatro, anunciou a Direção-geral da Saúde depois das 13:00.
O número de casos de infetados aumentou para 44, segundo um comunicado da Direção-geral da Saúde (DGS), que faz uma atualização ao balanço que tinha sido feito pelas 10:00 de hoje, quando deu conta de três mortos, vítimas do surto no hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.
A quarta vítima mortal é uma mulher de 97 anos, adianta a DGS, lamentando mais esta morte.
No total há 44 casos confirmados, quatro dos quais resultaram em mortes.
Segundo o comunicado da DGS, no dia de hoje foi confirmado um caso. Na quinta-feira tinham sido confirmados três casos do surto, que começou a 31 de outubro.
Dos 44 casos confirmados até ao momento, a maioria (59%) atingiu mulheres e 70% aconteceu em pessoas com 70 ou mais anos.
A ‘legionella’ é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.
A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.
O ministro da Saúde prometeu hoje “agir com toda a firmeza” no “apuramento factual” da origem do surto de ‘legionella’, salientando que é necessário “perceber exatamente” qual a falha técnica que o originou e de quem é a responsabilidade.
“As garantias [que posso dar aos portugueses] é de agir com toda a firmeza e determinação sobre aquilo que for o apuramento factual das responsabilidades. Isso é a melhor garantia que damos aos portugueses é que isto não se pode repetir e temos que perceber exatamente qual foi a falha técnica e a responsabilidade dessa falha técnica ter ocorrido”, disse.
O titular da pasta da Saúde lembrou que está a decorrer “um conjunto de inquéritos” e que “é fundamental perceber como é que equipamentos que têm contratos de manutenção, de vigilância, que estão subcontratados, podem, ao que tudo indica, ter libertado para a atmosfera estas bactérias”.


















