Cabo Verde vai aumentar a resposta na reinserção de dependentes do álcool e droga e dar mais relevo à prevenção, afirmou hoje a secretária executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD).
Fernanda Marques falava aos jornalistas no final da sessão de abertura do Encontro de Validação do Programa Nacional Integrado de Luta Contra Drogas e Crimes Conexos (PNLCDCC) – 2018/2023, que decorre hoje na cidade da Praia.
“Se queremos mais sucesso na estratégia tem que se dar mais relevo na prevenção e isso envolve um maior engajamento das famílias, das comunidades, um reforço ou melhoria da comunicação com a sociedade civil”, afirmou.
Sobre o programa, Fernanda Marques apresentou-o como “global, integrado, que tem em conta as várias vertentes – redução da procura e redução da oferta. Prevê a intervenção de todos os setores, numa articulação forte”.
A secretária executiva da CCAD preconiza uma “intervenção focada nas substâncias, mas tendo mais em conta a pessoa e as suas necessidades”.
“Normalmente, há essa tendência de se dar mais atenção ao tráfico de droga, por causa da visibilidade e outras questões”, referiu, defendendo uma estratégia “cada vez mais equilibrada” e que dê “cada vez mais atenção à prevenção, ao tratamento e à reinserção social”.
A este propósito, anunciou que a reinserção social vai ser reforçada e que este tema é alvo de um dos 26 projetos que o programa contempla.
A reinserção “não é só o pós-tratamento. O tratamento já deve contemplar a reinserção, porque esta contempla outras vertentes, como o lado laboral”, disse.
“Há determinadas competências que têm de se trabalhar com a pessoa, de forma a que possa encontrar um trabalho e mantê-lo, o que muitas vezes não acontece”, concluiu.
O programa é um dos “principais instrumentos” do Governo para “responder de uma forma integrada e coordenada aos principais desafios que Cabo Verde enfrenta atualmente em matéria de drogas e criminalidade conexa”.


















