A EPI – Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia, vai promover durante o mês de setembro ações de (in)formação gratuitas no Agrupamento de Escolas de Coimbra Sul sobre a temática da epilepsia.
As ações de formação surgem no âmbito do programa Escola Amiga da EPI, um projeto que pretende dotar as escolas de condições adequadas para integrar alunos com epilepsia e que tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia.
O que fazer perante uma crise epitética? Quais as implicações da epilepsia na aprendizagem e qualidade de vida do aluno? Estas são algumas das questões que vão ser respondidas nas várias ações de formação que a EPI vai realizar.
Estas ações de formação pretendem sensibilizar a população escolar para a temática da epilepsia, uma vez que é na escola que as crianças passam a maior parte do seu tempo e desenvolvem as competências psicossociais. Para além disso, há estudos que concluem que professores bem informados sobre a epilepsia poderão ser mais capazes de potenciar o desempenho destes alunos, de desfazer crenças e mitos profundamente errados sobre a doença e de mitigar os efeitos do estigma, usando a influência significativa que têm sobre os alunos para lhes transmitir conhecimentos e atitudes adequadas face à doença.
De acordo com a Direcção da EPI: “Em Portugal, estima-se que existam cerca de 50.000 pessoas com epilepsia e todos os anos surgem cerca de 5000 novos casos, na sua maioria crianças e adolescentes. Embora muitas crianças com epilepsia não revelem dificuldades no desenvolvimento psicossocial e cognitivo, alguns estudos indicam que a epilepsia pode estar associada a problemas de comportamento e aprendizagem.
Os responsáveis da entidade acrescentam ainda que: “Estas dificuldades são frequentemente ampliadas pelo preconceito e pelo estigma que derivam do desconhecimento sobre a doença e do desconforto perante as crises epiléticas. É para fazer face a este desconhecimento que a EPI desenvolveu estas ações de formação”.
As escolas que pretenderem fazer parte deste projeto e assim tornarem-se “amigas” do aluno com epilepsia, basta contatarem a EPI (http://www.epilepsia.pt ).


















