Uma alimentação adequada e que inclua o aporte de todos os micronutrientes necessários é a melhor e mais importante ferramenta para prevenir os distúrbios alimentares provocados tanto pelo excesso como pela carência e que de uma forma ou de outra afetam quase metade da população mundial.
Esta é uma das questões que foram colocadas sobre a mesa durante a celebração do Curso de Atualização em Nutrição e Saúde realizado em Laredo, no âmbito dos Cursos de Verão da Universidade de Cantábria, e também abordada na Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada em Roma.
“A obesidade infantil por um lado, mas também como fazer com que os mais velhos recebam o aporte de energia necessário através de uma alimentação diária saudável são áreas fundamentais que devem ser trabalhadas a fundo”, refere Javier Aranceta, diretor do comité científico da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária (SENC) e que também dirigiu este curso.
A faixa etária idosa é caracterizada por ter um menor consumo de alimentos e bebidas do que as recomendações. “Este défice de aporte energético deve ser resolvido através de estratégias que assegurem uma boa disponibilidade de nutrientes, com composições culinárias de aporte energético agradável e num ambiente acolhedor sem tensões”, salienta o Prof. Aranceta. “É fundamental conseguir que os menus para os mais idosos sejam simples e de fácil preparação com apresentação agradável e que o consumo possa ser facionado em 4 a 5 refeições ao dia”.
Neste sentido, o papel dos lares, centros de dia ou centros sociais é imprescindível para a correta educação nutricional do grupo de população com mais idade. Este é o mesmo papel que têm as cantinas escolares na alimentação dos mais pequenos, visto serem cada vez mais as crianças que se alimentam nas escolas
“No caso das crianças, temos de trabalhar para reduzir o nível de excesso de peso e obesidade, através de uma alimentação adequada, mas sobretudo fomentado a atividade física e o desporto deste a primeira idade, para conseguir um balanço energético adequado”, conclui o Prof. Aranceta.

















