O Hospital CUF Coimbra passou a disponibilizar um sistema de mapeamento 3D para tratamento de todo o tipo de arritmias cardíacas, que garante uma maior precisão e segurança no diagnóstico e tratamento destas doenças, tornando-se assim, na primeira unidade privada da zona Centro do país a dispor desta tecnologia. O novo equipamento vai permitir aumentar de forma relevante a acessibilidade da população da Região Centro a este tipo de tratamento.
A par da elevada experiência das equipas clínicas do Hospital CUF Coimbra, Hospital CUF Viseu e Clínica CUF Leiria, este novo equipamento vai possibilitar uma resposta ainda mais diferenciada às necessidades de saúde da população da Região Centro. Conforme explica Natália António, Cardiologista diferenciada em Eletrofisiologia e responsável pela Consulta de Arritmologia no Hospital CUF Coimbra, “o sistema de mapeamento 3D permite tratar arritmias cardíacas, garantindo uma maior precisão e segurança no diagnóstico e tratamento destas doenças, cuja prevalência tem vindo a aumentar na população portuguesa”.
Este sistema, agora disponível no Hospital CUF Coimbra, permite visualizar, em tempo real, uma imagem precisa e detalhada da estrutura e atividade elétrica do coração. “Através de um código de cores é também possível identificar mais facilmente as áreas de atividade elétrica anormal no coração e assim determinar as áreas a serem tratadas com maior eficácia”, destaca a especialista. Além disso, o médico consegue localizar a navegação dos cateteres nas cavidades cardíacas de forma mais rigorosa e sem necessidade do permanente recurso à fluoroscopia, um exame que utiliza raio-X. De acordo com a médica “o sistema de mapeamento tridimensional permite aumentar a segurança dos procedimentos, com redução dos tempos de radiação, obtendo-se melhores taxas de sucesso no tratamento das arritmias com ablação por cateter”, um procedimento minimamente invasivo que utiliza cateteres para anular pequenas áreas do tecido cardíaco que causam as arritmias.
Estes procedimentos são realizados por uma equipa com grande experiência no tratamento destas doenças, liderada por Natália António, Cardiologista no Hospital CUF Coimbra e Luís Santos, Cardiologista no Hospital CUF Viseu, em estreita articulação com técnicos de cardiopneumologia, técnicos de radiologia e enfermeiros.
O investimento neste novo equipamento vem reforçar a aposta da CUF na disponibilização de uma oferta cada vez mais completa à população da região Centro, assim como na prestação de cuidados de saúde de qualidade, tendo como base um avançado perfil tecnológico e a multidisciplinaridade dos cuidados.
A arritmia cardíaca consiste, essencialmente, numa alteração do ritmo cardíaco que se pode manifestar por batimentos muito rápidos, muito lentos ou irregulares.
Uma das arritmias mais frequentes chama-se fibrilhação auricular e afeta 4 a 5% de toda a população portuguesa. É uma das principais causas de AVC e a sua prevalência aumenta progressivamente com a idade. Acima dos 65 anos aumenta para 10%, o que significa que cerca de um em cada 10 portugueses com mais de 65 anos desenvolve esta arritmia. Com o aumento da esperança de vida, é expectável que esta arritmia se torne cada vez mais frequente.
É também importante destacar que a presença desta arritmia aumenta em cinco vezes o risco de sofrer um AVC, pois existe uma maior probabilidade de formação de “coágulos” que podem migrar do coração para o território arterial cerebral e causar uma obstrução. Além de aumentar o risco de AVC, e este ser habitualmente mais grave nestes doentes, a fibrilhação auricular também se associa a risco acrescido de insuficiência cardíaca, de declínio cognitivo e demência e duplica o risco de morte.

















