Um hospital de emergência da Cruz Vermelha internacional, com capacidade de atendimento para 150 mil pessoas, deverá chegar hoje à Beira, a zona mais afetada pela passagem do ciclone Idai em Moçambique, foi hoje anunciado.
A deslocação do hospital faz parte do esforço da Cruz Vermelha internacional para acelerar a resposta à catástrofe depois de hoje terem sido confirmados na região os primeiros cinco casos de cólera.
“Além de estar totalmente equipado para tratar casos de cólera e diarreias agudas, o hospital tem capacidade para fornecer serviços médicos, cuidados em saúde materna e neonatal, cirurgias de emergência e cuidados em internamento e ambulatório a pelo menos 150 mil pessoas”, adiantou a Cruz Vermelha.
O chefe de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês) na Beira, Jamie LeSueur, assinalou que a Cruz Vermelha de Moçambique e a IFRC anteciparam o perigo das doenças transmissíveis através da água, estando “bem equipados para lidar” com este cenário.
“Temos uma unidade de emergência pronta para fornecer água potável a 15 mil pessoas por dia e outra para responder às necessidades de saneamento de 20 mil pessoas diariamente”, disse.
Apontou, por outro lado, que irão também ser fornecidos meios de tratamento de água ao domicílio, considerada das formas mais eficazes de prevenir a cólera.
“Temos que mover-nos de forma extremamente rápida para impedir que estes casos isolados se tornem num outro grande desastre dentro da crise do ciclone Idai”, disse.
A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.
Moçambique foi o país mais afetado, registando até ao momento 468 mortos e 1.522 feridos, segundo as autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 135 mil pessoas a viverem atualmente em centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira.

















