O PSD denunciou hoje a falta de material clínico no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, mas a administração diz que não houve rutura de ‘stock’ e que está em curso a entrega dos artigos.
Em causa está uma comunicação interna do serviço de Cuidados Intensivos da unidade de Portimão, datada de quarta-feira, a que a Lusa teve acesso, que dá conta da inexistência de material “básico” para consumo clínico, situação que poderia levar à “transferência de doentes para outras unidades de Cuidados Intensivos da região”.
Entre o material em falta naquele centro hospitalar – que engloba as unidades de Faro e Portimão -, contam-se tubos e máscaras de oxigénio, sistemas de alimentação, sondas de aspiração, seringas, luvas, batas, pulseiras para identificação e esponjas para higiene, entre outros artigos enumerados na nota de serviço interna.
A Lusa teve ainda acesso a uma informação da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, com data de segunda-feira e que terá dado origem à referida nota interna, que sublinha que a falta de material poderá impossibilitar a administração de oxigénio, de efetuar ventilação mecânica invasiva ou terapias de substituição renal.
A situação foi denunciada pelo deputado social-democrata Cristóvão Norte, que sublinha que estas faltas de material “estão a passar a ser a regra e não a exceção”, o que faz com que o CHUA “bata recordes” nas queixas dos utentes.
“A hemorragia da saúde no Algarve não estanca. O Governo tem que dar resposta, é urgente tornar a região uma prioridade nacional neste domínio”, declarou à Lusa o parlamentar eleito pelo círculo de Faro.
Questionada pela Lusa sobre a falta de material, fonte da administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) afirmou não se ter registado “rutura do stock de consumíveis que colocasse em causa a normal prestação de prestação de cuidados de saúde” aos seus utentes.
A mesma fonte refere que o CHUA dispõe de dois armazéns clínicos centrais, instalados nos hospitais de Faro e de Portimão, “que se apoiam no fornecimento e distribuição diária de mais de 5.000 artigos e consumíveis para todas as unidades de saúde” que integram o centro, “conseguindo-se, por regra, encontrar as soluções internamente”.
A administração do CHUA acrescenta ainda que as “regras de contratação pública obrigam à celebração de contratos anuais junto das empresas fornecedoras, estando neste momento a decorrer processos de entrega dos artigos”.

















