É a mais alta montanha da Península Ibérica, mas os seus 3.478 metros de altitude não assustam o grupo de 25 pessoas, das quais 16 pessoas com diabetes tipo 1, que sepreparam para a ‘conquistar’ e passar a “ter diabetes com a(l)titude”.
A expedição a Mullacén, que se situa na Serra Nevada, em Espanha e é uma iniciativa do Núcleo Jovem da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), realiza-se entre os dias 15 e 18 de junho como prova que a diabetes não tem que ser um obstáculo à concretização de um sonho. Este desafio mais radicalfaz todo o sentido como ação de sensibilização sobre a diabetes tipo 1, que em Portugal atinge mais de 3300 crianças e jovens até aos 19 anos.
A escalada ao Mullacénreúne16 pessoas com diabetes tipo 1, com idades entre os 16 e os 46 anos, três familiares, dois profissionais de saúde da APDP, dois jornalistas e dois guias da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Juntos, partem com destino ao cume do Mullacén, numa verdadeira aventura que tem um grande objetivo.
“O que estamos a fazer vai motivar as pessoas com diabetes a compreenderem que é possível ter uma vida normal desde que a diabetes seja bem compensada e que cada pessoa saiba adequar o seu tratamento a qualquer situação. Acreditamos que podemos realizar os nossos sonhos com dedicação, força e apoio da família, dos profissionais de saúde e dos nossos pares, pois a partilha de experiências entre pessoas com a mesma doença é fundamental e ajuda-nos a adaptarmo-nos e a ter uma vida melhor e mais feliz”, explica Alexandra Costa, coordenadora do Núcleo Jovem da APDP.
“O truque é”, acrescenta, “aceitar a diabetes nas nossas vidas e geri-la da melhor maneira possível, sem que nos impeça de fazer o que mais gostamos, mas tendo em conta os devidos cuidados para o seu controlo diário. O que por si só já é um desafio, equivalente ao desafio de subir uma montanha”.
Mostrar como é possível controlar a diabetes tipo 1 e adaptar o controloao esforçode subir uma montanha, que implica exercício físico intenso e gestão de alimentação adequada, está subjacente à realização desta atividade que, ao mesmo tempo, coloca ênfase no papel dos familiares de quem tem esta doença, assim como no dos profissionais de saúde, que ajudam “a tomar decisões face ao risco de uma atividade física intensa”, ao mesmo tempo que dão “ferramentas para gestão do controlo, fomentando o acesso às melhores condições de saúde de cada pessoa”. Tudo isto sob a alçada da APDP, que ajuda a promover este tipo de encontros educativos entre as pessoas com diabetes, seus familiares e amigos.


















