As doenças do fígado são a sétima causa de morte na Europa e em Portugal representam a quinta causa de morte precoce.
A dimensão e o impacto social das doenças do fígado são ainda desconhecidas do público em geral e dos profissionais de saúde.
Para debater questões relacionadas com as doenças do fígado, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) irá promover no dia 6 de fevereiro, no Centro Cultural de Belém, a sua reunião Monotemática anual. Sob o tema “Da cirrose ao Cancro”, este encontro irá juntar reputados especialistas nacionais e internacionais com o objetivo de colocar as doenças fígado no centro da agenda social e política.
O Vice-Presidente da SPG, Prof. Doutor Rui Tato Marinho esclarece que “as doenças do fígado deveriam ser pensadas de uma forma mais global, uma vez que são responsáveis pela morte de mais portugueses do que se pensa e afetam pessoas muito novas.A idade média das pessoas que são internadas já com situação muito grave é de 58 anos.”
Estas doenças afetam não só o doente, mas também a família e a sociedade em geral.
Entende, por isso, a SPG “que as doenças do fígado já merecem um plano ou uma estratégia nacional. Não é só um órgão que está doente, mas é um mosaico de doenças, com múltiplas causas e modos de tratamentos muito diversificados”, afirma o especialista.
“Quando falamos de doenças relacionadas com o fígado, a tendência é pensar imediatamente na hepatite B e no vírus da hepatite C, situações para as quais a ciência já evoluiu de forma brutal, através de vacinas e tratamentos inovadores e curativos. No entanto, embora a hepatite C seja um dos principais agentes etiológicos de doença hepática, existem outras patologias, outras causas que precisam de ser debatidas”, salienta o Prof. Doutor Tato Marinho, acrescentando: “A SPG, em nome da saúde e bem-estar dos cidadãos, pretende, através da discussão entre especialistas, sensibilizar todas as partes envolvidas, isto é, cidadãos, médicos, entidades oficiais e associações cívicas para uma atitude preventiva no que diz respeito, por exemplo, ao cancro do fígado, para que o seu combate se torne uma entidade com relevância nas políticas de saúde”, remata. Álcool, obesidade, diabetes, hepatite B e C são as suas causas, muito relacionadas com estilos de vida saudável.

















