O Ministro da Saúde, os Secretários de Estado da Saúde e o Coordenador Nacional da Reforma do Serviço Nacional de Saúde, da área hospitalar, estiveram hoje reunidos com o Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP, os Presidentes dos Conselhos de Administração e os Diretores Clínicos dos cinco maiores hospitais da Área Metropolitana de Lisboa (Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE, Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, EPE, Hospital Fernando da Fonseca, EPE, Hospital Garcia da Orta, EPE), com o objetivo de lançar as medidas conducentes à implementação do novo modelo organizacional de ‘Urgência Metropolitana de Lisboa’ (UML).
A especificidade diagnóstica e terapêutica de determinadas situações clínicas bem como o seu carácter urgente impõem, segundo o Governo, a necessidade de encontrar um novo modelo de organização da atividade assistencial no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que permita uma assistência eficaz, atempada e de elevada qualidade.
Estas situações e patologias relativamente pouco frequentes condicionam uma procura por cuidados de saúde relativamente baixa. Simultaneamente, devido à especificidade das mesmas, o número de profissionais de saúde com competência para a sua abordagem é relativamente reduzido.
A conjunção destes fatores (gravidade e carácter urgente das patologias, dispersão geográfica da procura e relativa escassez de profissionais habilitados), à qual acresce a existência de abordagens terapêuticas eficazes, obriga a que o SNS se organize de modo a garantir uma resposta pronta e coordenada.
Este processo exige que se proceda a uma profunda reorganização dos cuidados de saúde hospitalares nas várias regiões de saúde do país, apostando nos princípios da cooperação interinstitucional, da organização em rede e da partilha dos recursos disponíveis no SNS.
Neste sentido foi decidida a constituição de um Grupo Coordenador da UML, liderado pelos Diretores Clínicos das cinco instituições hospitalares, acompanhado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP e pelo Coordenador Nacional para a Reforma do Serviço Nacional de Saúde, na área hospitalar, destinado a avaliar os constrangimentos existentes e a prepararem as soluções para as disfunções identificadas.
Os trabalhos iniciar-se-ão de imediato, dando prioridade às especialidades em que se verificam maiores dificuldades devendo as medidas começar a ser aplicadas a partir de 1 de Fevereiro de 2016.

















