A Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor (ASTOR) promove o seu 14º Convénio e as 23as Jornadas da Unidade de Dor do Hospital Garcia da Orta, na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, no próximo dia 29 de Janeiro.
A iniciativa tem como objetivo criar um espaço de aprendizagem, partilha e debate de informação sobre os vários tipos de dor crónica, que afetam significativamente a vida do doente.
“Um dos temas em destaque é a nevralgia pós herpética, uma dor neuropática, que resulta da infeção por herpes zoster, também conhecido como zona, o vírus responsável pela varicela. Este tipo de dor é dos mais resistentes ao tratamento”,explica Beatriz Craveiro Lopes, membro da direção da Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor (ASTOR).
E acrescenta: “Qualquer pessoa que tenha tido varicela poderá vir a desenvolver, em qualquer altura da sua vida, uma nova infeção por este vírus. Os sintomas da nevralgia pós herpética são uma sensação dolorosa de queimadura, choques elétricos, agulhas ou formigueiro”.
“Este tipo de dor neuropática, quando não tratada, tem um impacto negativo na qualidade de vida da pessoa, quer a nível pessoal, laboral ou social. A pessoa pode apresentar dificuldade no contato com a roupa ou os lençóis da cama, falta de sono, incapacidade para trabalhar e isolamento social”, conclui.
No decorrer desta iniciativa será atribuído o prémio “Grünenthal/ASTOR” que irá galardoar trabalhos originais em língua portuguesa sobre aspetos de investigação clínica no âmbito do tratamento da dor.
Nos dias 28 e 29 de janeiro, também integrado nesta iniciativa, irá decorrer um curso de ecografia em dor crónica, destinado exclusivamente a médicos, que pretende fazer uma revisão teórico-prática das técnicas mais utilizadas nas Unidades Dor em Portugal.


















