O PAN Pessoas-Animais-Natureza entregou hoje no Parlamento um projeto de resolução a pedir ao Governo a realização de um estudo nacional sobre o estado das gaivotas em meios urbanos costeiros, porque têm provocado “inúmeros impactos ambientais e humanos”.
“Nas últimas décadas tem ocorrido um crescente aumento das populações de várias espécies de gaivotas, da família ‘Laridae’, em ambientes urbanos costeiros” e a “sobrelotação de gaivotas nos meios urbanos tem causado inúmeros impactos ambientais e humanos”, como por exemplo, a transmissão de agentes patogénicos tanto aos humanos como aos animais domésticos, lê-se no projeto de resolução 1967/XIII, entregue hoje pelo PAN e disponível na página da internet do Parlamento.
Outros dos impactos negativos do aumento da população das gaivotas é que atacam outras espécies de animais, designadamente os ovos e juvenis de andorinhas-do-mar.
Também a poluição sonora devido aos chamamentos e cantos, colisão com aeronaves, principalmente na descolagem e aterragem, e a perturbação no usufruto das áreas de lazer, sendo “frequente o roubo de comida das mesas de esplanadas”, refere ainda a iniciativa legislativa do PAN.
Em setembro de 2018, o PAN já tinha avançado à agência Lusa que iria recomendar ao Governo a realização de um estudo sobre as gaivotas devido à presença cada vez maior de gaivotas-de-patas-amarelas nas cidades e por resultar num problema “nacional e internacional”.
“Este é um problema não circunscrito à Área Metropolitana do Porto, não é um problema local, mas sim nacional e internacional, e deve de ser resolvido de forma sistémica e concertada entre os vários concelhos onde se verifica este fenómeno”, defendeu já na altura o PAN.
O projeto de resolução indica que “ao aumento das populações de gaivotas nos meios urbanos estão associados impactos negativos no meio envolvente, como por exemplo “danos patrimoniais provocados pelos excrementos que têm uma ação corrosiva sobre o património imóvel” ou o “entupimento de caleiras e canos nos telhados onde as gaivotas nidificam”.
Segundo o PAN, o crescimento da disponibilidade de alimento para as gaivotas deve-se ao “aumento da frota pesqueira na Europa e consequentemente o aumento dos desperdícios da atividade”, mas também se explica com a adaptação daquelas aves ao ambiente urbano e à procura de alimento em “lixeiras e aterros sanitários”.
O projeto de resolução do PAN refere ainda que é na área metropolitana do Porto que se apresenta “uma realidade preocupante” e que apesar de ter havido um estudo sobre aquelas aves em 2011, “não existem [dados] atualizados acerca do estado das populações de gaivotas nem do seu impacto no meio urbano”.
“São precisas soluções alternativas, uma vez que o controlo das populações não passa pelo extermínio das aves, uma vez que a sua ausência irá atrair novamente novas gaivotas para os locais onde as anteriores habitavam. Ainda, por ser difícil identificar as espécies que nidificam, poderia estar-se a exterminar espécies protegidas”, conclui o documento.
As gaivotas que habitam no Porto tanto se alimentam de queques e carne na Baixa da cidade, como comem peixe ao longo do rio Douro até Pinhão (Vila Real) e vão à lota de Matosinhos, revelou um estudo científico que a Lusa divulgou em agosto de 2018 e cujo objetivo é perceber que tipo de habitat frequentam e a sua variação ao longo de um ano.
Porto, 04 fev (Lusa) – O PAN Pessoas-Animais-Natureza entregou hoje no Parlamento um projeto de resolução a pedir ao Governo a realização de um estudo nacional sobre o estado das gaivotas em meios urbanos costeiros, porque têm provocado “inúmeros impactos ambientais e humanos”.
“Nas últimas décadas tem ocorrido um crescente aumento das populações de várias espécies de gaivotas, da família ‘Laridae’, em ambientes urbanos costeiros” e a “sobrelotação de gaivotas nos meios urbanos tem causado inúmeros impactos ambientais e humanos”, como por exemplo, a transmissão de agentes patogénicos tanto aos humanos como aos animais domésticos, lê-se no projeto de resolução 1967/XIII, entregue hoje pelo PAN e disponível na página da internet do Parlamento.
Outros dos impactos negativos do aumento da população das gaivotas é que atacam outras espécies de animais, designadamente os ovos e juvenis de andorinhas-do-mar.
Também a poluição sonora devido aos chamamentos e cantos, colisão com aeronaves, principalmente na descolagem e aterragem, e a perturbação no usufruto das áreas de lazer, sendo “frequente o roubo de comida das mesas de esplanadas”, refere ainda a iniciativa legislativa do PAN.
Em setembro de 2018, o PAN já tinha avançado à agência Lusa que iria recomendar ao Governo a realização de um estudo sobre as gaivotas devido à presença cada vez maior de gaivotas-de-patas-amarelas nas cidades e por resultar num problema “nacional e internacional”.
“Este é um problema não circunscrito à Área Metropolitana do Porto, não é um problema local, mas sim nacional e internacional, e deve de ser resolvido de forma sistémica e concertada entre os vários concelhos onde se verifica este fenómeno”, defendeu já na altura o PAN.
O projeto de resolução indica que “ao aumento das populações de gaivotas nos meios urbanos estão associados impactos negativos no meio envolvente, como por exemplo “danos patrimoniais provocados pelos excrementos que têm uma ação corrosiva sobre o património imóvel” ou o “entupimento de caleiras e canos nos telhados onde as gaivotas nidificam”.
Segundo o PAN, o crescimento da disponibilidade de alimento para as gaivotas deve-se ao “aumento da frota pesqueira na Europa e consequentemente o aumento dos desperdícios da atividade”, mas também se explica com a adaptação daquelas aves ao ambiente urbano e à procura de alimento em “lixeiras e aterros sanitários”.
O projeto de resolução do PAN refere ainda que é na área metropolitana do Porto que se apresenta “uma realidade preocupante” e que apesar de ter havido um estudo sobre aquelas aves em 2011, “não existem [dados] atualizados acerca do estado das populações de gaivotas nem do seu impacto no meio urbano”.
“São precisas soluções alternativas, uma vez que o controlo das populações não passa pelo extermínio das aves, uma vez que a sua ausência irá atrair novamente novas gaivotas para os locais onde as anteriores habitavam. Ainda, por ser difícil identificar as espécies que nidificam, poderia estar-se a exterminar espécies protegidas”, conclui o documento.
As gaivotas que habitam no Porto tanto se alimentam de queques e carne na Baixa da cidade, como comem peixe ao longo do rio Douro até Pinhão (Vila Real) e vão à lota de Matosinhos, revelou um estudo científico que a Lusa divulgou em agosto de 2018 e cujo objetivo é perceber que tipo de habitat frequentam e a sua variação ao longo de um ano.


















