Angola registou este ano 146 mortos vítimas de raiva, dos quais 35 na província de Luanda, capital do país, disse hoje à agência Lusa fonte da Direção Nacional de Saúde Pública.
Segundo o chefe de departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica da Direção Nacional de Saúde Pública, Eusébio Manuel, a raiva continua a ser um problema que preocupa as autoridades sanitárias.
Eusébio Manuel referiu que os dados são referentes até setembro deste ano, sendo que as províncias com maior incidência são Luanda, Huambo, Bié, Benguela, Uíge e Cuanza Sul.
“A dinâmica deste ano também não fugiu à regra da distribuição geográfica de casos. O ano passado tivemos o registo de 249 casos, estamos em dados preliminares deste ano até setembro, esperamos que não exceda este número”, frisou o responsável.
Face à preocupação com a situação, a Comissão Interministerial de Combate à Raiva tem estado a levar a cabo a vacinação animal, um pouco por todo o país, sobretudo nas regiões com maior número de casos.
“O maior problema da raiva é vacinar os cães. Uma vez vacinados, poderemos diminuir o número de casos e ser inferior ao ano de 2017”, frisou.
O país lusófono, há já alguns anos, tem sido afetado por surtos de raiva, uma infeção viral mortal para seres humanos, transmitida através da mordida de animais infetados.
Em 2009, a capital angolana registou um surto da doença que provocou a morte de mais de uma centena de crianças.


















