O Governo autorizou o investimento de 790 mil euros na remodelação da Unidade de Saúde da Amorosa, em Guimarães, para “implementar os princípios base à reforma dos Cuidados de Saúde Primários”, anunciou hoje o ministério da Saúde.
Em comunicado, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) explica que “decorridos vários anos desde a justificação da necessidade do investimento”, e com o apoio de verbas concedidas através dos Fundos Comunitários (Programa Operacional 2020) e da “excelente colaboração” da Câmara Municipal de Guimarães, a obra de remodelação do edifício onde está instalada aquela unidade “vai avançar”, estando a conclusão prevista para “o final” de 2019.
“Vão finalmente intervir no edifício em apreço que, para além de manifestar alguma degradação e insuficiência para os profissionais doentes, vai permitir que, no mesmo, seja possível implementar os princípios que servem de base à reforma dos Cuidados de Saúde Primários, em curso”, explica a ARS-Norte.
Segundo explica o texto, a Unidade de Saúde da Amorosa serve uma população de aproximadamente 24.000 utentes.
À Lusa, fonte da autarquia adiantou que a obra vai abranger “todo o interior do edifício, excetuando a área ocupada pela Unidade de Saúde Familiar São Nicolau, já beneficiada aquando do seu início de atividade”.
“O primeiro andar será todo remodelado, bem como o resto do piso inferior que ainda não foi intervencionado, num amplo conjunto de obras que abrange a Unidade de Saúde Familiar Amorosa XXI, Unidade de Cuidados Profissionalizados de Saúde (USFP) e Unidade Recursos Partilhados (URP)”, explanou a fonte.
A ARS-Norte explica que na Unidade de Saúde da Amorosa são prestados “os serviços da carteira básica preconizada atualmente e adequada às características da população”.
Entre os referidos serviços encontram-se a vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida (Medicina Geral, Saúde da Mulher, Saúde do Recém-nascido, da Criança e do Adolescente, a Saúde do Adulto e do Idoso, Cuidados em situação de Doença Aguda, Acompanhamento clínico das situações de doença crónica e patologia múltipla, Desenvolvimento do modelo de Enfermeiro de Família, Cuidados no domicílio e integração e colaboração em rede com outros serviços, setores e níveis de diferenciação, numa perspetiva de “gestor de saúde” do cidadão.


















