A Roche Portugal acaba de atribuir cinco bolsas de financiamento, no valor de 45 mil euros, que pretendem viabilizar os melhores projetos desenvolvidos por Associações de Doentes ou outras Organizações Não Governamentais (ONG) que visem a promoção da saúde junto de doentes.
Este ano, acabam de ser distinguidos 3 projetos na área da oncologia, um na área da diabetes e outro na área da estimulação sensorial. Em comum têm o facto de se destinarem a melhorar a qualidade de vida dos doentes.
Ao projeto de nutrição oncológica “Capacitar, Informar & Formar” da aTTitude, IPSS, que pretende dotar os doentes oncológicos e seus cuidadores de ferramentas que possibilitem aumentar a qualidade de vida do doente oncológico em tratamento, foi atribuída uma bolsa no valor de 15.000 euros
Foram entregues duas bolsas de 10 mil euros, ao projeto “Dreaming with survivers” da ACREDITAR – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro e uma iniciativa da “Coimbra Inclusiva – Liga dos Amigos do Hospital Pediátrico de Coimbra”. A iniciativa da ACREDITAR resulta de uma colaboração com a Dream Teens e destina-se a identificar e colmatar as necessidades e lacunas sociais, educativas e legais das crianças e jovens com cancro ou com um histórico desta doença. Já a “Coimbra Inclusiva” quer criar uma sala de Snoezelen ou seja, uma espécie centro de estimulação sensorial. É um local feito de luz, sons, cores, texturas e aromas, onde os objetos são coloridos e disponibilizados para serem tocados e admirados por pessoas de todas as idades.
A Roche atribuiu ainda duas bolsas de 5 mil euros a uma iniciativa da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) nas escolas, que pretende informar a comunidade escolar acerca da diabetes e as suas implicações diárias e a um projeto web da Associação Portuguesa contra a Leucemia (APCL) que tem como objetivo promover o conhecimento das doenças hemato-oncológicas e a interação entre doentes, familiares e cuidadores e a associação.
As Bolsas de Cidadania da Roche enquadram-se na Política de Responsabilidade Social da empresa e resultam do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.
Robin Turner, Diretor Geral da Roche, refere que “a Responsabilidade Social é algo que faz parte do nosso ADN empresarial. É algo que fazemos naturalmente. Desde sempre. Este Programa de Bolsas, que voltamos a promover, é mais um exemplo do compromisso que assumimos diariamente com os doentes. Espero que esta iniciativa possa viabilizar projetos inovadores e que façam realmente a diferença na vida dos doentes portugueses.”
Os 35 projetos candidatos a estas bolsas foram avaliados por um júri independente e multidisciplinar constituído por Maria de Belém Roseira (ex-Ministra da Saúde), Francisco George (Diretor Geral da Saúde), Mário Carreira (da Direção Geral da Saúde) Henrique Luz Rodrigues (Presidente do Infarmed), José Manuel Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde e médico oncologista), Vera Lúcia Arreigoso (Jornalista Especialista em Saúde do Expresso) e Miguel Sanches (Diretor Médico da Roche), que escolheu os mais originais, mais focados na defesa dos direitos dos doentes e na promoção da saúde na comunidade.
Maria de Belém Roseira, representante do júri, sublinha a importância destas bolsas para a sociedade. “Estes prémios permitem distinguir atitudes, distinguir obra realizada por organizações que servem a comunidade em que se inserem”, acrescentando que a intenção do júri foi também a de “distinguir o espaço para a inovação” que os projetos a concurso representam.
Bibi Sattar Marques, presidente da IPSS aTTitude, explica que “a bolsa é fundamental porque é um apoio muito significativo para o nosso projeto”.
A aTTitude vai “potenciar a plataforma online (http://www.nutricaooncologica.org.pt/) e realizar workshops e formações em 10 hospitais de referência em oncologia no país”, acrescenta a responsável. “Vamos chegar a profissionais de saúde, aos doentes, cuidadores e familiares de doentes com cancro e esperamos aumentar a literacia de saúde da população em geral”, conclui.


















