A Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) assinalou a recente aprovação do financiamento do medicamento Voranigo (vorasidenib) e a sua disponibilização através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando tratar-se de um importante marco para os doentes com glioma de grau 2 com mutação IDH e para a comunidade neuro-oncológica em Portugal.
O Voranigo é uma terapêutica inovadora indicada para o tratamento de determinados astrocitomas e oligodendrogliomas de grau 2 com mutação IDH. De acordo com os dados clínicos, o medicamento pode contribuir para atrasar a progressão da doença e adiar a necessidade de tratamentos adicionais, permitindo prolongar a qualidade de vida dos doentes.
A APCCEREBRO destaca que esta decisão é particularmente relevante num contexto em que os tumores cerebrais têm registado avanços terapêuticos limitados ao longo dos últimos anos, sublinhando que a disponibilização do medicamento através do SNS representa uma nova esperança para muitos doentes e famílias.
A associação acompanhou de perto o processo de avaliação do Voranigo, mantendo contacto com entidades competentes e procurando responder às preocupações de doentes e familiares sobre o acesso a novas terapias.
Em declarações, David Pires, vice-presidente da APCCEREBRO, afirmou que a aprovação do financiamento do medicamento “representa um marco de extrema importância para os doentes de glioma, trazendo esperança renovada e reforçando o acesso a terapêuticas inovadoras que poderão ter impacto na qualidade de vida”.
A APCCEREBRO sublinha ainda que continuará a trabalhar na defesa dos direitos das pessoas afetadas por tumores cerebrais, promovendo o acesso à informação, a cuidados de saúde de qualidade e à inovação terapêutica.
A associação encerra a nota com o lema “Unidos pelo Cérebro, Juntos pela Vida”.



















