O acesso digno ao medicamento e a importância do empreendedorismo social na resposta a diversos desafios da sociedade foram os destaques na Conferência que assinalou os dez anos da Associação Dignitude, na Associação Nacional das Farmácias, em Lisboa.
O evento contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e reuniu representantes do setor social, da saúde e da economia social.
Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde, marcou presença no encontro e enalteceu o papel da Dignitude na sua “missão profundamente humana de apoiar famílias mais vulneráveis” através do Programa abem:, que ajuda famílias em situação de carência económica a comprar os seus medicamentos: “O acesso à saúde não é um privilégio, é um bem comum. A Dignitude cumpre uma missão nobre, tocando milhares de vidas e reforçando a empatia social”.
A governante lembrou ainda que “28,4% da população portuguesa está em risco de pobreza ou exclusão social”, destacando a relevância de projetos que assegurem que “ninguém fica para trás”.
Já Paula Dinis, Presidente da Associação Dignitude, destacou a importância do trabalho desenvolvido pela associação através do Programa abem:, que já apoiou mais de 42 mil pessoas e permitiu a dispensa de mais de 3,3 milhões de embalagens de medicamentos.
“Ninguém deve ser forçado a escolher entre comprar medicamentos e dar de comer à sua família”, disse, sublinhando a importância da Associação Dignitude “como uma referência nacional na promoção do acesso equitativo à saúde, através da aliança entre o setor social e o setor da saúde”.
Um dos destaques da Conferência foi a apresentação da marca DIGNITUDE MAIS. Maria João Toscano, Diretora Executiva da Dignitude, explicou que este novo projeto pretende “ampliar o impacto social e assegurar a autonomia financeira da organização”, ao disponibilizar a parceiros locais uma plataforma tecnológica única, que lhes permita implementar o seu próprio projeto de empreendedorismo social no terreno.
“Esta é uma aposta estratégica: queremos que, com o tempo, este projeto contribua para a autonomia financeira da estrutura da Dignitude, reforçando a sua sustentabilidade enquanto organização”, sublinhou.



















