O número de mortes devido ao aumento de casos de mordedura de animais está a crescer em Luanda, onde as principais vítimas são menores de 15 anos, anunciaram hoje as autoridades que, sem avançar números, se manifestaram preocupadas.
De chefe do departamento dos Serviços Veterinários de Luanda, João Mendes, está prevista para 28 de setembro uma campanha de vacinação antirrábica, prevendo-se vacinar, em dez dias, cerca de 30.000 animais.
“A situação da raiva na província de Luanda é preocupante, onde se estima existirem cerca de 300 mil animais. Há um elevado número de mordeduras, temos muitos casos de mordeduras e de óbitos. Mais graves são os óbitos. Estão a morrer pessoas vítimas de raiva, na sua maioria crianças menores de 15 anos”, disse.
Em declarações à imprensa, e com relatos de escassez em Luanda da vacina antirrábica para humanos, João Mendes defendeu a realização de uma campanha de vacinação, “num curto espaço de tempo”, para se conter ou controlar um “iminente surto da doença”.
De acordo com o chefe do departamento dos Serviços Veterinários de Luanda, nenhum município da capital do país está isento da raiva, com os municípios de Viana, Caucaco, Talatona e Belas a continuarem a registar o maior número de casos.
Por isso, adiantou, decorrem já trabalhos conjuntos com as administrações dos nove municípios de Luanda para a concretização da campanha de vacinação antirrábica animal.
“Calcula-se que deveremos vacinar cerca de 300.000 animais, pelo que, em Luanda, a responsabilidade é acrescida”, observou.
Neste momento, acrescentou, estão criadas as condições básicas para arrancar com a campanha de vacinação, “que não se resume apenas à existência da vacina”.
“Temos a vacina, mas existem outros pressupostos que temos de acautelar, como a logística, a mobilização de pessoal, a sensibilização das populações e sobretudo o envolvimento direto das administrações municipais”, concluiu.


















