Os técnicos superiores de diagnóstico, que hoje pretendiam realizar um plenário em frente à Assembleia da República, acabaram por permanecer nos locais de trabalho depois de uma posição do Ministério da Saúde que o sindicato considera censória.
Em declarações à agência Lusa junto ao parlamento, o presidente do Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), Luís Dupont, afirmou que a estrutura avançará com “argumentação jurídica” para contrariar a posição do Ministério da Saúde sobre a justificação de faltas para a participação em plenário fora dos locais de trabalho.
“O Ministério da Saúde disse que as faltas só seriam justificadas se o plenário fosse no local de trabalho. Tivemos de alertar os trabalhadores ontem (quinta-feira) à noite”, afirmou o dirigente, que se deslocou ao parlamento juntamente com uma delegação de profissionais para assistir ao debate em plenário da apreciação parlamentar pedida pelo BE, o PCP e o PSD, destinada a alterar o decreto-lei que estabelece o regime remuneratório da carreira.
Luis Dupont disse que não foi possível chegar a “qualquer entendimento” com o Ministério da Saúde sobre a participação dos trabalhadores no plenário.
Em comunicado emitido hoje de manhã, os técnicos asseguravam que o plenário iria realizar-se, apesar da atitude do ministério, que consideraram discriminatória.
O sindicato alega que os profissionais que representa estão a ser alvo de injustiças, deixando no ar a ideia de que uma nova greve poderá avançar este mês.
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