O hospital Santa Maria afirma estar disponível para dar todas as informações relevantes ao Ministério Público e a outras autoridades no seguimento da queixa de um sindicato que envolve o diretor de serviço de otorrino daquela unidade.
Fonte oficial do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), a que pertence o Santa Maria, adiantou à Lusa que é encarada “com natural serenidade” a intervenção do Ministério Público e das autoridades de saúde que foi pedida pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul.
O CHLN acrescenta que serão disponibilizadas às autoridades “todas as informações documentais, presentes e passadas, sobre tudo o que seja tido como relevante”.
Sobre a aquisição de um equipamento que é referida pelo Sindicato, o hospital assegura que o equipamento em causa foi adquirido por 12.900 euros e mediante a consulta a três empresas. Acrescenta também que o agora diretor de serviço de otorrinolaringologia “nem se encontrava à data ao serviço do hospital”.
Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) informou que entregou ao Ministério Público, à Inspeção-Geral das Atividades da Saúde (IGAS) e à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) documentos que estão na sua posse, com vista ao ”apuramento das respetivas responsabilidades” do diretor do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Hospital de Santa Maria (HSM).
“A documentação apresentada evidencia, entre o mais, que o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), através da chefe de gabinete do ministro da Saúde, prestou falsas declarações à Assembleia da República sobre as relações do diretor do Serviço de ORL do HSM com uma empresa dinamarquesa fabricante de equipamento de estudo da vertigem e que o CHLN veio a adquirir”, lê-se no comunicado


















