O PSD vai pedir a presença da ministra da Saúde, com caráter de urgência, no parlamento para dar explicações sobre a “situação caótica” no Hospital de Santo André (HSA), em Leiria, anunciou hoje o partido.
Em comunicado, os deputados do PSD Adão Silva, Ricardo Baptista Leite, Margarida Balseiro Lopes e José António Silva, assinam um requerimento que entregam na segunda-feira no parlamento a pedir a presença de Marta Temido.
De acordo com os deputados social-democratas, no último mês, tem vindo a público a “situação incomportável em que se encontra o Hospital de Santo André (HSA), em Leiria.
“O HSA tinha, inicialmente, sido projetado para responder às necessidades de 250.000 utentes. No entanto, os sucessivos alargamentos na sua área de influência aos concelhos de Pombal, Alcobaça e mais recentemente de Ourém/Fátima, aumentaram a população por ele assistida para cerca de 430.000 habitantes/utentes”, referem os deputados.
Segundo os parlamentares, tal crescimento do número de utentes “não foi acompanhado pelo adequado e extremamente necessário reforço de dotações financeiras e de pessoal”, reconhecendo que, pelo contrário, “ocorreu uma diminuição da capacidade assistencial e o encerramento de camas nos Hospitais de Pombal e de Alcobaça”.
Os deputados lembram ainda dados do Sindicato Independente dos Médicos que referem a falta de clínicos no hospital. Os sociais-democratas acrescentam ainda que no início do mês de fevereiro, também a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) já tinha denunciado o “estado alarmante” do serviço de urgência do hospital.
“Assim, é incompreensível que apesar dos diversos comunicados e queixas, a Ministra da Saúde permaneça alheada desta situação, não tendo apresentado, até agora, qualquer estratégia para alterar o curso dos acontecimentos que estão a ocorrer no Hospital de Santo André, pondo em risco, dia após dia, todos os 430.000 utentes alocados a este Hospital”, pode ler-se no requerimento.
Os deputados, frisam que a situação se agudizou nas últimas semanas, com a apresentação da demissão dos chefes de equipa da Urgência de Medicina Interna do Hospital de Santo André, “alegando a inexistência de condições essenciais ao desempenho das funções”.



















