Cerca de mil pessoas, entre ativistas, estudantes e ambientalistas, juntaram-se hoje para limpar as Salinas de Língamo, nas imediações de Maputo, no Dia de Limpeza de Rios e Praias.
“É, acima de tudo, uma forma de consciencializar as pessoas sobre a importância do cuidado com o meio ambiente”, disse Carlos Serra, ambientalista e coordenador da iniciativa, à Lusa.
No total, o grupo cobriu uma área de sete quilómetros, numa zona de difícil acesso e com saneamento público deficiente.
“Há muito lixo acumulado aqui e isso afeta a qualidade de vida das populações”, explicou Carlos Serra, acrescentando que, com a iniciativa, espera-se que a mensagem sobre a gestão consciente de resíduos chegue também às comunidades de outros bairros.
O bairro de Lígamo, que marca a fronteira entre as cidades da Matola e Maputo, situa-se nas proximidades de um rio e o lixo das valas de drenagem, arrastado pela corrente, fica acumulado na área.
Para Magna Raquel, uma estudante finalista do curso de Educação Ambiental na Universidade Eduardo Mondlane, a presença de diferentes grupos sociais entre os promotores da iniciativa vai contribuir para a mudança de mentalidade na comunidade.
“Nós acabámos juntando duas atividades numa só: estamos a fazer limpeza, isso vai melhorar a estética do bairro, mas também já estamos a trabalhar com educação ambiental porque a nossa presença sensibiliza e consciencializa outras pessoas”, acrescentou.
Os dados sobre a quantidade de lixo recolhido ainda não foram apurados, mas preliminarmente foram contabilizados perto de 400 sacos de lixo variado.
As Salinas de Língamo dão guarida a inúmeras espécies de aves e são o ponto de origem de muito do sal consumido na região.
A iniciativa de hoje foi promovida pela Cooperativa de Educação Ambiental Ntumbuluku, a associação Still Standing e o Movimento Activista.
As ações de limpeza de praias da zona de Maputo por parte de voluntários acontecem regularmente sob a designação de ‘Operação Caco’.


















