Os enfermeiros do Centro Hospitalar de Leiria admitem avançar com uma ação conjunta de protesto juntamente com os sindicatos de outras classes, disse hoje à Lusa o diretor regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Rui Marroni.
“Uma vez que o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHL está demissionário – veremos se a ministra da Saúde aceita ou não o pedido – vamos dar aqui algum tempo, mas reiteramos o pedido de reunião para debater os problemas dos enfermeiros”, afirmou Rui Marroni, no final do plenário realizado hoje em Leiria.
O dirigente sindical revelou que os enfermeiros estão a pensar em contactar sindicatos de outras classes de profissionais de saúde, para “realizarem uma ação conjunta no final de abril ou início de maio”, o que pode passar por um cordão humano, de forma a “denunciar o que se passa”.
Vai ser enviada uma “exposição aos presidentes das câmaras municipais da área de influência do CHL, dando conta da falta de condições de trabalho de todas as classes, porque não são só os enfermeiros que se queixam”.
“Tem de haver um plano de reorganização e de resolução dos problemas que se arrastam. Não são só os enfermeiros. Os médicos também já denunciaram os seus problemas e sabemos que os técnicos e assistentes operacionais também estão a passar por dificuldades. A situação não se resolve de um dia para o outro, mas o CA tem de tomar uma posição”, sublinhou Rui Marroni.
Para o dirigente sindical, a greve não será a melhor opção, porque “é penalizadora para a ‘carteira’ dos enfermeiros e prejudica os utentes”.
No plenário de hoje foi também decidido que será feita uma “exposição da situação” à ministra da Saúde.
“Faltam enfermeiros, há falta de folgas, de descanso compensatório, os enfermeiros estão numa situação complicada. Há muitas horas em dívida que já deveriam ter sido repostas”, alertou.
Além disso, acrescentou, o “descongelamento das carreiras continua por se realizar neste hospital, quando outros já o fizeram”.
“O CHL tem de ultrapassar os constrangimentos e dotar o hospital com mais profissionais e melhores condições de trabalho. O Serviço Nacional de Saúde tem de dar resposta às pessoas que o procuram”, acrescentou o dirigente.



















