A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, pediu hoje aos governos do G7 para “liderarem o caminho” e revelarem solidariedade, para garantir que as vacinas contra a covid-19 chegam aos países em desenvolvimento.
“Neste ponto da pandemia, partilhar vacinas com países de baixo e médio rendimento é essencial para superar a crise. O impacto da pandemia só pode ser contido através de uma resposta global abrangente e sustentada. Os países do G7 devem liderar e mostrar solidariedade e responsabilidade”, disse Kyriakides, num comunicado divulgado antes da cimeira do G7, que decorre nos próximos dias em Oxford (Reino Unido).
Kyriakides pediu que o intercâmbio de vacinas seja intensificado para garantir o acesso equitativo em todo o mundo, nomeadamente através de programas internacionais como o Covax.
“Enquanto G7, devemos garantir que as mudanças não fiquem apenas no papel, mas que haja mudanças reais e duradouras”, acrescentou a comissária europeia, que avisou para a necessidade de “fortalecer a arquitetura global de saúde”.
Na véspera da cimeira de Oxford, também várias organizações não-governamentais disseram que o G7 está a perder uma oportunidade para tornar mais ecológica a resposta económica à crise sanitária que vivemos.
“As escolhas feitas hoje pelos países do G7 irão ou acelerar a transição para um futuro melhor para o clima ou colocar em causa os esforços feitos para responder à crise climática”, disse Paul Cook, da Tearfund (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável), num comunicado.
A cimeira do G7, que integra os sete países mais industrializados do mundo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada – está marcada para os dias 11, 12 e 13 de junho.



















