As mulheres com mais de 35 anos, grávidas pela primeira vez, obesas ou diabéticas e com uma alimentação desequilibrada estão em maior risco de ter a tensão arterial elevada durante a gestação.
“A pressão arterial alta na gravidez, acima de 140/90 mmHg, contribui para uma gravidez de risco e pode levar ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia, uma complicação grave que pode provocar o parto pré-termo caso não seja tratada adequadamente. É mais usual acontecer após as 20 semanas de gestação e está associada a um aumento de peso súbito e de proteínas na urina e requer, em muitos casos, uma monitorização e internamento hospitalar”, explica António Fonseca, Coordenador da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Lusíadas Lisboa.
E acrescenta: “A grávida deve consultar o seu obstetra na presença de dor de cabeça constante, especialmente na nuca; dores fortes na barriga; alterações na visão e inchaço de determinadas partes do corpo como pernas, mãos e face”.
Para evitar a pressão alta na gravidez deve repousar-se bastante, ingerir uma quantidade moderada de água, fazer exercício físico e uma alimentação cuidadosa e equilibrada, com pouco sal e fritos mas que garanta ingestão de vitaminas e cálcio (1,5gr/dia). Deve evitar beber café, álcool ou fumar.
De acordo com dados da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, cerca de 3 por cento de todas as mulheres em idade fértil têm hipertensão arterial e 10 por cento de todas as gravidezes são complicadas por esta doença.

















