O Matadouro do Cachão, em Mirandela, no distrito de Bragança, reabriu hoje, depois de uma intervenção para obras de requalificação impostas por uma fiscalização que levou ao encerramento daquela unidade durante cerca de dois meses.
“O Matadouro do Cachão está de porta abertas para que os produtores, de forma mais económica, possam abater os seus animais a fazer uma distribuição pelo mercado de forma mais competitiva”, disse hoje à Lusa um dos administradores da unidade agropecuária, Fernando Barros.
O também presidente da Câmara de Vila Flor adiantou que hoje foram abatidos durante o horário normal de trabalho, 48 bovinos e cerca de 120 pequenos ruminantes, numa estrutura que sofreu uma profunda remodelação na linha de abate, “que tem uma grande capacidade de laboração”.
“O matadouro oferece, agora, melhores condições para quem ali trabalha e para quem o utiliza para o abate dos seus animais já que o funcionamento do guiamento está em pleno”, observou Fernando Barros.
Desde antes do Natal que o matadouro se encontra encerrado, obrigando os produtores a recorrer a outros equipamentos de Bragança, Vinhais e Miranda do Douro, “com transtornos, implicando custos elevados devido à distância”, como realçaram os responsáveis pela estrutura.
Durante o período de encerramento de quase dois meses, o Matadouro do Cachão continuou “a disponibilizar o transporte para fazer a entrega das carcaças”, como forma de apoio aos produtores.
As obras realizadas consistiram na colocação de tubagem nova, pintura paredes, tetos e chão, pintura das linhas de abate, substituição da ventilação, eletrocutores e portas.
De acordo com números do ano anterior (2018), “no período em que esteve encerrado, o Matadouro do Cachão deixou de abater cerca de 2.500 animais”.
Segundo dados oficiais, este equipamento “abate, anualmente, cerca de 20 mil animais e emprega 26 pessoas”.
A ASAE ordenou o encerramento das linhas de pequenos ruminantes e bovinos, devido à degradação das instalações e falta de manutenção, e impôs medidas corretivas que começaram a ser executadas no início de janeiro.
O Cachão é um dos matadouros com mais movimento na região e na semana de 21 de dezembro e, aquando da inspeção da ASAE, já tinha abatido “2.000 pequenos ruminantes e 200 bovinos”.
Os municípios de Mirandela e Vila Flor, partilham a gestão do matadouro e garantem há mais de uma década a viabilidade financeira com 360 mil euros por ano.



















