A Ordem dos Enfermeiros (OE) denunciou que numa unidade de saúde da Trofa apenas um dos seis enfermeiros destacados está ao serviço, o que é refutado pela diretora do Agrupamento de Centros de Saúde de Santo Tirso e Trofa.
“A situação já dura há três semanas”, segundo o secretário da direção da secção regional do Norte da OE, Leonel Fernandes, que explicou que a única enfermeira da unidade de cuidados de saúde personalizados do Centro de Saúde da Trofa tem a “seu cargo nove mil utentes”.
Contactada pela agência Lusa, a diretora do Agrupamento de Centros de Saúde de Santo Tirso e Trofa, Ana Maria Tato, disse ter sido “apanhada de surpresa” pela denúncia, argumentando que as ausências dos enfermeiros “com maternidade e cirurgias programadas” eram “situações previstas”.
Sublinhando que as ausências “foram compensadas com horas extraordinárias de outros enfermeiros de outras unidades”, informou que, “tirando uma enfermeira que meteu atestado por questões que só ela saberá”, foram feitas “as alterações consideradas necessárias”.
“Dos cinco e não seis enfermeiros, como refere a denúncia, que lá temos, apenas uma está a trabalhar, mas está a ser feito o reforço com enfermeiros de outras unidades, pelo que ela não está só”, sublinhou Ana Maria Tato.
Segundo a diretora “há três unidades na Trofa no apoio a essa unidade em trabalho de enfermagem”, pelo que “os serviços mínimos estão garantidos”.
“O ACES de Santo Tirso e Trofa não precisa de mais enfermeiros, tem a capacidade de fazer a substituição dos faltosos”, frisou Ana Maria Tato.
A diretora informou que “dentro de um mês regressa um enfermeiro” enquanto outra está a fazer a integração. “Veio em mobilidade do IPO, em maio e passa a ser integrada em pleno” naquele centro de saúde.



















