A proposta apresentada hoje pelo PS para acelerar as obras na ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, com recurso a ajuste direto, foi há uma semana rejeitada pela ministra da Saúde.
A titular da pasta da Saúde, Marta Temido, afirmou no parlamento no passado dia 06 que a tutela pretende uma solução rápida para a ala pediátrica do São João, mas defendeu que “não vale um ajuste direto”.
Hoje, o líder parlamentar do PS, Carlos César, no final da reunião semanal da bancada socialista, anunciou a apresentação de uma proposta para acelerar as obras na ala pediátrica do Hospital de São João, mediante recurso ao ajuste direto e dispensa de visto prévio do Tribunal de Contas.
“O PS tomou a decisão de apresentar uma proposta para abreviar o início das obras do Centro Pediátrico do Hospital de São João, no Porto, mediante a autorização de um processo de ajuste direto e dispensa do visto prévio do Tribunal de Contas, sem prejuízo da fiscalização que nos termos legais em geral incumbe fazer”, disse.
Segundo Carlos César, se a proposta do PS for aprovada em sede de especialidade do Orçamento, “possibilita-se que o início das obras seja feito com a rapidez que se deseja” em relação àquela estrutura de saúde.
Há uma semana, no debate da proposta de Orçamento do Estado para 2019 da área da saúde, no parlamento, Marta Temido afirmou que não dormirá tranquila enquanto o problema da nova ala pediátrica do hospital de São João não estiver resolvido, mas não se comprometeu com datas e rejeitou a possibilidade de um ajuste direto para a obra.
“[A nova ala pediátrica do São João] é um tema que merece do Ministério da Saúde um incondicional respeito pelas crianças e pelos seus pais. A ministra da saúde não dormirá tranquila enquanto este problema não estiver resolvido”, afirmou na altura.
Contudo, a ministra não se comprometeu com datas quanto ao avanço da obra, indicando que “não é possível lançar um procedimento concursal sem ter a revisão do projeto”, que está em curso por parte da administração do hospital.
“Queremos uma solução rápida, mas não uma que seja pior a emenda que o soneto”, indicou, frisando, contudo, que “não vale um ajuste direto”.



















