A Assembleia da República chumbou hoje os projetos de lei do PAN, BE, PS e PEV para a despenalização da eutanásia.
O projeto do PAN teve 116 votos contra, 107 votos a favor e 11 abstenções. O diploma do PS recebeu 115 votos contra, 110 votos a favor e quatro abstenções.
O projeto do BE recebeu 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções. O diploma do PEV teve 117 votos contra, 104 votos favoráveis e oito abstenções.
O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, salientou hoje “a lição de tolerância e democracia” dada pelo presidente do partido, Rui Rio, que deu liberdade de votos aos deputados quanto à despenalização da eutanásia.
A deputada do PSD Paula Teixeira da Cruz, que votou a favor da despenalização da eutanásia, lamentou a rejeição dos quatro projetos de lei e admitiu que ainda haja espaço para discutir o tema.
O médico e ex-coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo afirmou hoje que a aprovação da eutanásia “é uma questão de tempo”, sublinhando que nos últimos dois anos se “avançou imenso na compreensão das problemáticas do fim de vida”.
O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) admite voltar ao tema da despenalização da eutanásia, hoje chumbada no parlamento, mas só depois das próximas eleições legislativas, previstas para 2019.
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, manifestou hoje alegria pelo chumbo da despenalização da eutanásia e considerou que a Assembleia da República deu “um sinal de grande maturidade democrática”.
A Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, afirmou que os enfermeiros estavam “preparados para os dois cenários” sobre os projetos de despenalização da eutanásia, hoje chumbados no parlamento, o que deixa “tudo na mesma”.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considerou hoje que “a saúde” foi a “grande vencedora” da votação no parlamento que chumbou a eutanásia e que demonstrou a “grande divisão” que existe nesta matéria.
A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) congratulou-se hoje com o chumbo pelo Parlamento dos projetos de lei para a despenalização da eutanásia, considerando-o uma “vitória da medicina e da vida”.



















