O número de mortos por contaminação de ébola nas províncias de Norte Kivu e Ituri, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), aumentou para 186 desde 01 de agosto, indicou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo dados da agência das Nações Unidas, referentes a 03 de novembro, registam-se mais cinco mortos face a dia 01 deste mês.
A epidemia, declarada na RDCongo a 01 de agosto passado, atinge principalmente as províncias de Norte Kivu e Ituri, as mais populosas na RDCongo.
As mortes registadas são mais expressivas nas faixas etárias dos 25 aos 44 anos nos homens e dos 15 aos 24 nas mulheres.
Mantendo também a tendência de crescimento das mortes provocadas pelo contágio de ébola, o número de casos reportados em 03 deste mês foi de 298, mais 11 do que o total de dois dias antes.
Esta epidemia de ébola foi constatada em Mangina, nas províncias de Norte-Kivu e Ituri, alastrando até perto da fronteira com o Uganda, em Beni, região do grupo armado ADF, que multiplicou os ataques contra civis, o que complicou a resposta sanitária.
O Uganda começou hoje a vacinar os funcionários na fronteira com RDCongo, onde se regista um trânsito contínuo.
Até 28 de outubro, 24.142 ugandeses foram vacinados desde 08 de agosto, quase metade em Beni, na província de Norte Kivu (12.464).
Nos últimos meses, a ONU inquietou-se com o risco de propagação da epidemia ao Burundi, Uganda, Ruanda e Sudão do Sul e, bna semana passada, uma resolução do Conselho de Segurança instou estes países africanos a reforçarem as capacidades operacionais para lutar contra a doença, em total cooperação com a OMS.
A RDCongo foi atingida nove vezes pela ébola, depois da primeira aparição em 1976 do vírus, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica.



















