A equipa do Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa) conduzida por Gonçalo Bernardes, em parceria com uma equipa do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) e da empresa Alfama, liderada por Carlos Romão, desenvolveu uma nova molécula libertadora de monóxido de carbono ligada a um fármaco anti-inflamatório, que permite um duplo efeito anti-inflamatório no organismo.
O estudo foi publicado esta semana na revista Chemistry – A European Journal, uma publicação internacional que dá destaque a papers, estudos, comunicações e artigos científicos.
João Seixas, um dos investigadores do iMM Lisboa responsável por este estudo, explica que “há anos que se chegou à conclusão de que o monóxido de carbono pode ter uma ação anti-inflamatória, no entanto, a sua administração, devido aos perigos que lhe são inerentes, tem sido sempre um obstáculo à sua utilização”.
“Aquilo que descobrimos, ainda que estejamos numa fase inicial, é que associando um fármaco anti-inflamatório, a N- Acetilcisteína (NAC), ao fragmento molecular composto por ruténio e monóxido de carbono reduz drasticamente a produção de espécies que promovem a inflamação no organismo”.
Com esta associação de moléculas denominadas “NAC-CORM” (N- Acetilcisteína + Moléculas Libertadoras de Monóxido de Carbono), conseguiu-se, de acordo com João Seixas, “algo que não era previsível em tal dimensão. Além da libertação controlada de monóxido de carbono, a diminuição natural da inflamação”.
Do ponto de vista científico, “este trabalho contribui significativamente para reforçar a imagem de Portugal no mundo da Biomedicina e para fortalecer o trabalho de investigação que tem sido desenvolvido na área da terapia com monóxido de carbono onde, na última década, temos liderado”, refere Carlos Romão, investigador do ITQB e co-fundador da Alfama.
O estudo pode ser consultado através do link: http://onlinelibrary.wiley.com/journal/10.1002/(ISSN)1521-3765/earlyview



















