O Programa Regional de Controlo da Dor da Região Autónoma dos Açores vai promover o Encontro Atlântico de Dor, nos próximos dias 9 e 10 de abril, com o objetivo de trazer para discussão pública a problemática da dor crónica que afeta 35 por cento dos açorianos. A iniciativa assinala também os 15 anos da primeira Unidade de Dor da Região Autónoma dos Açores.
“O combate à dor é uma das estratégias de intervenção definidas no anterior e no atual Plano Regional de Saúde do Governo da Região Autónoma dos Açores, com o objetivo de contribuir para a melhor qualidade de vida dos doentes com dor”, explica Maria Teresa Flor de Lima, Coordenadora do Programa Regional de Controlo da Dor.
Para melhorar a formação dos médicos da região sobre esta temática, vão ser organizados três cursos de gestão da dor crónica, em Ponta Delgada no dia 9 de abril, na Horta no dia 20 de abril e em Angra do Heroísmo no dia 21 de abril. Estas sessões formativas contam com o apoio da Direção Regional de Saúde e da Fundação Grünenthal.
A dor crónica é uma situação de dor persistente e se não for adequadamente tratada, pode conduzir a um impacto socioeconómico grave, afetando a qualidade de vida dos doentes e famílias, sendo de salientar os avultados custos diretos e indiretos ao Sistema Regional de Saúde, por exemplo em termos de dias de baixa ou ausência laboral, reformas antecipadas, consumo exagerado de consultas, de serviços de urgência e de exames complementares de diagnóstico. Estima-se que a dor crónica afete cerca de 35 por cento dos açorianos.


















