As autoridades de Macau descartaram hoje a possibilidade de ocorrência de um surto de sarampo, após terem concluído análises a empregadas domésticas oriundas das Filipinas, país em que centenas de pessoas morreram este ano vítimas de uma epidemia.
A pesquisa por amostragem de anticorpos contra o sarampo às filipinas permite estimar que “a imunidade (…) seja de 94%”, pelo que “a possibilidade de ocorrência de uma epidemia é baixa, daí não existirem razões para preocupações”, refere um comunicado dos serviços de saúde de Macau.
A conclusão é tornada pública no dia em que foi detetado o 32.º caso de sarampo no território este ano, contra os cinco identificados em 2018, o que levou as autoridades de saúde de Macau a falarem num “aumento substancial”.
Das 32 pessoas infetadas, 27 já tiveram alta, sendo que dez são profissionais de saúde de dois hospitais.
O Governo de Macau tinha solicitado aos trabalhadores filipinos para participarem numa pesquisa de anticorpos contra o sarampo, que decorreu entre 01 e 06 de abril, um pedido que foi justificado pela “situação epidémica nas Filipinas”, a “mais grave” entre os países asiáticos vizinhos.
A pesquisa abrangeu um total de 107 pessoas. Todas as pessoas analisadas foram mulheres, com idades compreendidas entre os 23 e 62 anos.
Só nas Filipinas, pelo menos 261 pessoas, sobretudo crianças, morreram este ano na sequência deste surto, com especialistas a alertar que cerca de 2,6 milhões de crianças continuam em risco de contrair a doença.



















