A Sida é a “principal causa de morte entre os adultos em idade economicamente ativa” em Moçambique, referiu hoje o Presidente da República, Filipe Nyusi.
“Os dados indicam que, em 2016, no nosso país, morreram 62 mil pessoas devido ao HIV” (vírus da imunodeficiência humana – VIH), realçou na abertura da reunião do conselho diretivo do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS).
O encontro arrancou na data em que todos os anos se assinala o Dia Mundial de Combate à Sida.
“Dados mais recentes sobre a epidemia mostram que existem cerca de 1,9 milhões de pessoas a viver com vivendo com HIV”, ou seja, “um em cada oito adultos” no país, acrescentou.
Filipe Nyusi reafirmou a meta traçada na estratégia nacional para diminuição do número de vítimas.
“Queremos reduzir a taxa de mortalidade em 40% ate 2019”, referiu o chefe de Estado.
Durante a intervenção, Nyusi pediu ainda que as autoridades façam uma reflexão sobre como comunicar melhor para aumentar a prevenção.
“A forma mais eficaz de inverter a atual situação é reforçar as ações de comunicação para a mudança social e de comportamento, produzindo mensagens claras, tendo em conta as especificidades dos diferentes grupos-alvo”, sublinhou.
Francisco Mbofana, secretário executivo do CNCS, referiu na quinta-feira à Lusa que um dos principais desafios na luta contra a sida em Moçambique é diagnosticar e tratar os homens.
Por receio de serem discriminados, os homens afastam-se mais das unidades de saúde que as mulheres.
A prevalência do VIH/Sida em Moçambique subiu de 11,5% para 13,2%, entre 2009 e 2015, segundo dados divulgados em maio pelo Ministério da Saúde.
O país regista 83 mil novas infeções anuais, o segundo maior número da África Austral e Oriental, depois da República da África do Sul, segundo dados da agência UNAIDS de 2016.


















