O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, congratulou-se hoje por o Governo ter atribuído “caráter prioritário” à construção do Hospital Central do Alentejo, esperando que a decisão possa “agilizar” o arranque do projeto.
“É mais uma decisão que nos parece importante, uma vez que esperamos que possa agilizar a abertura do concurso para a construção” da infraestrutura, afirmou o autarca comunista, em declarações à agência Lusa.
Pinto de Sá comentava a resolução, aprovada hoje em Conselho de Ministros, que “estabelece o caráter prioritário” da construção do Hospital Central do Alentejo, em Évora, definindo-o como “projeto estruturante de investimento público”.
Fonte oficial do Ministério da Saúde, contactada hoje pela Lusa, adiantou que, na sexta-feira, a partir das 16:00, vai ser apresentado em Évora “o projeto de financiamento” para o novo Hospital Central do Alentejo.
A cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e na qual participam também os ministros da Saúde e do Planeamento e Infraestruturas, Marta Temido e Pedro Marques, respetivamente, vai ter lugar nas instalações do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
O autarca de Évora disse, contudo, ter “algumas dúvidas” sobre o financiamento do projeto, nomeadamente qual a proveniência das verbas necessárias, referindo que essas questões “ainda não foram explicadas”.
“Também ainda não estão resolvidos alguns problemas que têm a ver com terrenos que são necessários para as acessibilidades e as obras de um conjunto de infraestruturas”, sublinhou, indicando que aguarda “uma agilização de processos” nestas áreas.
A prioridade dada pelo Governo ao projeto “é uma excelente notícia, desde que possa vir a concretizar-se em termos práticos com a abertura do concurso para a construção a breve trecho”, concluiu Pinto de Sá.
Em janeiro de 2018, em Évora, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo iria propor a dotação de 40 milhões de euros para o arranque da construção da nova unidade hospitalar, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020.
Depois, em março do ano passado, o Governo determinou a constituição de um grupo de trabalho para a preparação e lançamento, num prazo de seis meses, do concurso público internacional do novo hospital, mas o procedimento concursal ainda não foi concretizado.
Quando o projeto do novo hospital central foi lançado, em 2010, no período de governação de José Sócrates (PS), a unidade estava projetada para ter uma capacidade de 351 camas, extensível a 440, num investimento previsto, na altura, na ordem dos 94 milhões de euros.
Em agosto de 2011, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, no Governo PSD/CDS-PP, anunciou, em declarações à Lusa, que a construção do novo hospital iria ser reavaliada tendo em conta “a realidade do país”, voltando, em maio de 2015, a considerar avançar com o projeto, mas sem se comprometer com datas para o início da obra.



















