Os chefes de equipa de urgência do hospital D. Estefânia, em Lisboa, apresentaram hoje a sua demissão à administração, considerando que houve “quebra do compromisso” feito pela instituição de contratar mais médicos.
O anúncio, feito hoje, refere que os médicos consideram que a situação “é insustentável”.
A demissão foi apresentada por todos os chefes de equipa e coordenadores daquele serviço, num total de 10.
A ministra da Saúde disse hoje que vai acompanhar a situação dos pedidos de demissões de responsáveis clínicos no hospital Dona Estefânia, em Lisboa, mas sem adiantar pormenores.
Na comissão parlamentar de Saúde, a ministra Marta Temido foi questionada sobre o pedido de demissão dos chefes de equipa de urgência do hospital pediátrico Dona Estefânia e indicou não ter muita informação, mas adiantou que acompanhará a situação.
“Apenas tenho informações que me vão chegando”, afirmou.
A ministra disse ainda que as demissões de responsáveis hospitalares podem ser vistas de duas formas: “ou como sinais de que algo não vai bem ou como formas de descredibilizar o sistema”.
“Prefiro sempre encará-las como sinais de que algo não vai bem e que é preciso melhorar”, disse aos deputados.
O bastonário dos médicos apelou hoje à ministra da Saúde para que resolva “a situação complicada” do hospital Dona Estefânia, onde os chefes de equipa da urgência anunciaram hoje a demissão apresentada à administração em outubro.
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), que hoje realizou uma visita ao hospital e esteve reunido com a equipa demissionária, destacou aos jornalistas o facto de os chefes de serviço já terem feito vários alertas à administração, no sentido de ser “absolutamente essencial a contratação de mais médicos” para o serviço.
“Estes médicos pediram a demissão porque esta situação no serviço de urgência é muito complicada”, disse o bastonário, apresentando como exemplo da falta de pessoal o facto de os planos de contingência do hospital não conseguirem ser assegurados na totalidade.
“A tutela sabe desta situação e não pode ignorar as necessidades deste hospital, que serve uma população pediátrica importante e ninguém do ministério falou com os clínicos demissionários”, acrescentou.



















