“A cirurgia em regime de ambulatório tem tido, nos últimos anos, um desenvolvimento extraordinário, apresentando atualmente mais de metade de toda a atividade cirurgia nacional. O fator de sucesso da cirurgia de ambulatório passa pela multidisciplinariedade, onde se envolvam diferentes grupos de profissionais, garantindo segurança e elevados índices de qualidade no tratamento dos doentes,” explica Carlos Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Cirurgia de Ambulatório (APCA).
E acrescenta: “A cirurgia de ambulatório poderá ter um papel muito importante na sustentabilidade económica do Sistema Nacional de Saúde, o que irá permitir rentabilizar muitos dos recursos existentes a nível nacional, oferecendo assim excelentes garantias de qualidade e segurança de tratamento aos pacientes.”
Este será um dos temas em debate na 4ª Reunião Nacional de Unidades de Cirurgia Ambulatória, que vai decorrer no dia 14 de março, pelas 9 horas, no Auditório do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto.
A iniciativa vai abordar ainda várias questões em cirurgia ambulatória: avaliação pré-operatória, registo no processo clínico do paciente, limites da anestesia, anestesia local, perfil dos profissionais de cirurgia de ambulatório, comunicação no pós-operatório, índices de severidade em ambulatório e a rentabilidade de cirurgia de ambulatório para um hospital.
Em 2015 realizaram-se mais de 416 intervenções cirúrgicas em regime de ambulatório. Este tipo de cirurgia tem vindo a aumentar, representando já 58,5 por cento do total de intervenções realizadas.
A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) tem como principal objetivo defender, promover e protagonizar o processo de evolução da cirurgia de ambulatório no nosso País.


















