Embora seja considerado um tumor raro, o Mieloma Múltiplo (MM) é o segundo cancro hematológico mais frequente a nível mundial, afetando, sobretudo, pessoas com mais de 65 anos, sendo a mediana de idade ao diagnóstico de 69 anos. Em Portugal, estima-se que surjam entre 500 a 700 novos casos por ano.
Entre os sinais e sintomas mais frequentes destacam-se dores ósseas persistentes, que não cedem à medicação; anemia normocítica, associada a fadiga e fraqueza; infeções recorrentes, devido ao compromisso do sistema imunitário; e, em fases mais avançadas, aumento do cálcio no sangue e insuficiência renal, podendo, em alguns casos, ser necessária hemodiálise.
Sendo estes sintomas muitas vezes inespecíficos e facilmente confundidos com outras condições associadas ao envelhecimento, o diagnóstico pode ser particularmente desafiante e isto contribui para que o Mieloma Múltiplo seja frequentemente descrito como uma doença “invisível”.
Atualmente, a doença não tem cura, mas dispõe de diversas opções terapêuticas que permitem controlar a doença durante longos períodos de tempo. O tratamento depende de múltiplos fatores, incluindo idade, estado geral do doente, alterações citogenéticas e comorbilidades. A abordagem é cada vez mais individualizada e pode incluir diferentes combinações de fármacos, sendo que os avanços científicos das últimas décadas têm permitido ganhos significativos na sobrevivência e qualidade de vida das pessoas com MM.
É sobre todos estes desafios que o podcast “Mieloma Múltiplo: Conversas sobre o Invisível” irá incidir, com cinco episódios dedicados à doença, sintomas e fatores de risco, diagnóstico e opções de tratamento e avanços científicos. Trata-se de uma iniciativa da GSK, em parceria com o Observador, e com o apoio científico e institucional da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), que contará com diferentes convidados. O objetivo passa por aumentar, junto da população portuguesa, o conhecimento sobre o Mieloma Múltiplo e, para quem vive com a doença, dar mais informações sobre a evolução da ciência nesta área, contribuindo para um incremento da literacia das pessoas com doença e de quem as acompanha.



















