Um inquérito realizado pela Novo Nordisk em cinco países europeus revelou que quase metade (43%) dos inquiridos desconhece que a obesidade é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crónica complexa. Menos de metade dos inquiridos (48%) sente que a sociedade encara a obesidade como uma doença, prevalecendo a perceção de que se trata apenas de uma escolha de estilo de vida. Este desconhecimento generalizado alimenta a narrativa errada de que para tratar a obesidade basta “comer menos e praticar mais exercício”.
O inquérito revela também o profundo sentimento de isolamento e de estigmatização sentido pelas pessoas que vivem com obesidade. Uma larga maioria dos inquiridos reconhece o forte estigma associado à obesidade, com 85% a considerar que as pessoas que vivem com a doença enfrentam preconceito de grau moderado a muito elevado devido ao seu peso. Além disso, 81% acreditam que as expectativas culturais em relação à imagem corporal e ao excesso de peso têm um impacto negativo significativo nos indivíduos.
Porém o impacto da obesidade vai além da questão física: 89% das pessoas que vivem com obesidade relatam consequências negativas na sua saúde mental, sendo que, 72% classificam esse impacto como moderado a grave. Já 86% dos inquiridos sentem que a doença afeta as suas interações sociais, com 66% destes a referirem um impacto moderado a grave.
Acresce que, a pressão das resoluções associada ao início de um novo ano, pode ser particularmente estigmatizante para quem vive com obesidade. O inquérito indica que 55% dos indivíduos com obesidade que tentam mudar a abordagem ao seu peso durante o mês de janeiro, apontam a falta de apoio como a maior barreira à manutenção deste objetivo. Apenas 18% das pessoas com obesidade afirmam sentir que os profissionais de saúde compreendem totalmente as suas preocupações e problemas.
O inquérito indica ainda que, 73% das pessoas que vivem com obesidade, concordam que o debate em torno da doença deve centrar-se mais na conquista de saúde e bem-estar em geral e não apenas nos números na balança.
O conjunto de conclusões sublinha a necessidade urgente de mudar o debate sobre o peso, indo além do discurso da força de vontade individual e assumindo uma abordagem mais holística e partilhada por toda a sociedade.
A cultura das resoluções de Ano Novo, embora bem-intencionada, reforça frequentemente uma visão simplista e negativa da obesidade, o que pode resultar numa culpabilização e num estigma profundamente injusto quando os esforços falham.
Por tudo isto, a Novo Nordisk tem apelado a uma mudança de narrativa e de práticas. Defende que é necessário abandonar a culpabilização e avançar para uma abordagem à obesidade mais empática, eficaz e baseada na ciência. Em vez de centrar atenções na responsabilidade individual e em resoluções temporárias, é essencial direcionar o foco para a importância do bem-estar geral e dos cuidados baseados numa rede de apoio composta por profissionais de saúde, família, amigos e grupos comunitários, para promover uma saúde sustentável e de longo prazo.
A obesidade é um dos maiores desafios de saúde atuais, afetando 1 em cada 7 pessoas em todo o mundo, prevendo-se que impacte 2 mil milhões de pessoas na próxima década. Para muitas pessoas, isto significa viver com menos saúde, menos qualidade de vida e privação de bem-estar, representando um peso social e económico significativo para a sociedade.



















